quinta-feira, 30 de setembro de 2010

A rainha Ginga

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É imensa a fama da Rainha Ginga que viveu no centro de Angola na primeira metade do séc. XVII e ficou célebre, primeiro pela sua crueldade e imoralidade, e depois pela sua espectacular conversão à Fé Católica, em que tinha sido baptizada no início da idade adulta. Até há pouco tempo, porém, a sua fama só foi divulgada através de obras de ficção, faltando quase totalmente o estudo histórico da sua figura. Não admira assim que a Rainha Ginga se tenha transformado numa figura mitológica.
Dois mitos principais se formaram em torno da sua figura. O primeiro foi o da “santidade” da senhora, espécie de milagre propagado pelos missionários da altura, que apregoaram por todo o mundo a sua conversão de novo ao catolicismo. Um exame sumário dos acontecimentos revela logo que a “conversão” da Rainha teve em vista a aliança com os Portugueses, ajudada pelo apoio dos missionários que se encontravam na Matamba, os Capuchinhos italianos.
O segundo mito, mais recente, é o da figura patriótica, a Rainha querida do seu povo, que passou a vida lutando contra os colonizadores portugueses, defendendo a independência do seu povo. Também este mito não resiste a um estudo sumário. Ginga combateu os portugueses aproveitando-se da ferocidade dos aliados Jagas e possivelmente não era a Rainha querida dos seus súbditos que o mito representa. Nunca lhes deu boa vida, mas sobretudo sucessivas guerras com os portugueses e os aliados destes. Joseph A. Miller constatou em 1969 que a Rainha Ginga estava totalmente ausente das tradições orais da população actual das zonas onde viveu.
Entretanto, no séc. XX, foram publicitados textos que permitem conhecer a biografia e a personalidade dela com bastante detalhe.

É na Rua Rainha Ginga que podemos encontrar o nosso bom companheiro e amigo, Cardoso, um grande abraço para ele.

quarta-feira, 29 de setembro de 2010

A mandioca



Convém conhecer melhor a mandioca, a imagem mostra o famoso tubérculo.
O seu valor nutritivo é grande, o tubérculo foi introduzido em África para combater a fome, devido às suas características, passou a ser o alimento base do povo angolano.
A mandioca é um alimento bastante energético, contém, ainda, razoáveis quantidades de vitaminas do Complexo B, principalmente Niacina e minerais como o Cálcio, Fósforo e Ferro participam da formação dos ossos, dentes e sangue. Conforme o tipo, a polpa da mandioca deve apresentar cor branca ou amarelada uniforme e a casca deve soltar-se com facilidade. Mas, mesmo de boa qualidade, convém conservar a mandioca por apenas 2 dias quando fresca. No entanto, descascada e coberta com água numa vasilha, ela dura por mais tempo, assim como, depois de cozida. O período de safra da mandioca vai de Janeiro a Julho.

terça-feira, 28 de setembro de 2010

Mais condução

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Quando chegámos ao Lucunga recebemos um parque auto caquéctico, "burros de mato" decrépitos e GMCs da 2ª guerra mundial, inadequadas às picadas e perigosas para quem nelas viajava.

Recordo-me que numa coluna de volta à Lembôa, após o reabastecimento no Lucunga, a GMC não aguentou uma subida, como os travões não funcionaram , veio em correria louca de marcha atrás, até cair numa ravina. Foi uma sorte incrível, o pessoal saltou a tempo, ninguém se feriu... a "estrelinha" sempre com a 3451.

Na foto estou a conduzir um Jeep, na pista do Lucunga...provavelmente andava a treinar para fazer exame de condução, em Carmona.

domingo, 26 de setembro de 2010

A carta de condução


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Foi no Lucunga e na Lembôa que aprendi a conduzir. Grande parte do pessoal da Companhia aproveitou a estadia em Angola para tirar "carta de condução". Era em Carmona que fazíamos exame num carro previamente alugado numa "escola".

Tudo serviu para aprender a conduzir, um dia, quando deixámos um acampamento de protecção, às máquinas que andavam a abrir a picada do Songo ao Coji, houve necessidade de trazer uma Mercedes avariada, o Comandante do Batalhão que entretanto passou no local, mandou-me desenrascar, não havia condutor, sem voluntários, vi-me obrigado a conduzi-la...sem travões, aos solavancos, consegui chegar à margem esquerda do Coji, junto da jangada, frente ao acampamento...foi uma aventura do caraças, nunca mais esquecerei.

Conduzir nas picadas de Angola era fácil, não havia pontos de embraiagem, arrumar as viaturas não constituía problema, o espaço era muito...o problema surgiu quando regressei, comprei um carro, tive de me adaptar ao movimento citadino, ao pára arranca e ao movimento de tráfego intenso.

Na foto, estou treinando a condução, o Jeep era a viatura, 3 velocidades para a frente, 2 para trás...boa máquina.

sexta-feira, 24 de setembro de 2010

O bar da cantina


O bar da cantina era o refúgio natural para descontrair, a palavra de ordem para aguentar a pressão diária, das operações, colunas e... das saudades, beber umas cervejas geladinhas era fundamental.

Havia 3 marcas de cerveja, Cuca, Nocal e EKA. Quando estivemos em Luanda, antes da ida para o norte, fomos visitar as fábricas da Cuca e da Nocal, fizemos provas e continuámos a beber até regressar, o pessoal da CART 3451, era grande consumidor.
A cerveja foi importante, o calor era muito, muitas vezes não havia água, alguns companheiros bebiam demais... para esquecer.

Felizmente, todos os companheiros da foto, continuam a confraternizar nos ENCONTROS anuais dos FALCÕES da CART 3451.

quinta-feira, 23 de setembro de 2010

Saída do 2º GC para o mato.

Saída do 2º GC para o mato, homens sempre atentos, nada de baldas, bem armados e prontos para o que desse e viesse, eram assim os FALCÕES.
As operações eram muitas, o pessoal ficava arrasado... o mato era hostil, muito calor, pouca água, as rações de combate enjoavam, o IN sempre à espreita...nós ganhámos aquela guerra.

A foto é do FAFE, em primeiro plano, à esquerda, atrás dele está o Cipriano (já falecido), os outros... reconheço as caras mas, não me lembro dos nomes.

quarta-feira, 22 de setembro de 2010

A mandioca no Lucunga


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Em Angola, a mandioca era e deve continuar a ser, o alimento base da população, o seu valor alimentício é grande e fundamental para os angolanos.
O cultivo do importante tubérculo era reduzido, cultivado em pequenas leiras, as pessoas não eram incentivadas para produzir, a fome era uma ameaça constante.
Hoje, espero que o governo, incentive a produção, dando os apetrechos e conhecimentos necessários ao povo. O clima, parece-me propício a boas produções, garantindo comida para todos, se houver fome em Angola isso deve-se à incapacidade das autoridades.
Até ser consumida, a mandioca passa por várias fases, é colocada de molho, seca ao sol, finalmente batida no pilão para fazer farinha.
Na foto, estou numa lavra de mandioca, no Lucunga, junto à picada para o Coji.

segunda-feira, 20 de setembro de 2010

O caju

A picada do Lucunga para o Bembe, era e talvez continue a ser, ladeada de cajueiros, quando frutificavam, o quadro era lindíssimo. O fruto é fresco e ácido, não se come, a castanha fica por debaixo, a cor é linda, como se pode ver na imagem.

Os elefantes passeavam-se na zona, muitas vezes tínhamos de parar as viaturas, para retirar os ramos partidos dos cajueiros e de outras árvores que faziam parte da sua dieta alimentar.
Na época, havia muitos elefantes na zona, eram protegidos por lei, agora, como será ?

domingo, 19 de setembro de 2010

Mais sobre "mamões"



Como já disse noutro post, o mamão era e deve continuar a ser, o fruto mais famoso do Lucunga.
Suculento de sabor agradável, na generalidade todos gostávamos dele, o mamoeiro da foto, é um belo exemplar, esquisito para um europeu...frutos grandes, poucos ramos e tronco fino.

sexta-feira, 17 de setembro de 2010

O Sousa na mata

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As potencialidades de Angola são grandes, as suas belezas naturais são ímpares, exploradas convenientemente trariam ao pais mais valias consideráveis.
As matas são frondosas, há imensas quedas de água, sítios verdadeiramente belos por explorar, a fauna é imensa e variada... o turismo, é mais um recurso a ter em conta.
Na foto, o Sousa aproveitou a beleza do sítio daí, resultou uma bela imagem, pena o preto e branco.

quarta-feira, 15 de setembro de 2010

As memórias dum companheiro...

CHAMAVAM-LHE VITINHA


PARTE-15Chamavam-lhe Vitinha, olhos tristes, cara e corpo de menino, vestido com uma farda de soldado. Chegara aqui ao Quiende na última coluna do MVL há 15 dias. Pelo caminho fora acometido por uma forte crise de paludismo, com febres muito altas, que o obrigara a interromper a viajem e baixar á improvisada enfermaria da base durante cerca de uma semana, o seu estado era tão grave que passara os primeiros dias ligado a balões de soro.O Vitinha era agora o nosso novo companheiro de viajem e, desconhecia que sofrêramos na véspera uma mortífera emboscada. Esta apenas era do conhecimento dos soldados que participavam na coluna e dos de Quiximba por ser a base mais próxima e onde fora montado o posto avançado de socorro.Quando lhe relatamos este drama e que o pessoal do Meposo tinham sofrido 6 mortos, 2 feridos graves, 6 feridos ligeiros e ainda dois prisioneiros ficou muito transtornado e, com os olhos marejados de lágrimas contou-nos emocionado que também ele se dirigia para o Meposo em rendição individual, afim de substituir um camarada morto.O mais recente dos nossos companheiros de viajem fazia-se acompanhar de uma grande mala de madeira, a que chamávamos mala de porão. Este tipo de malas servia para acondicionar os diversos pertences e no final da comissão depois de repleta de produtos de artesanato e outras recordações eram enviadas para a Metrópole no porão de um navio mercante, daí o seu nome.O novo viajante abriu a mala para me mostrar acondicionado numa caixa de madeira, um gira-discos a pilhas de marca Sharp. Também me mostrou um grande volume de discos de vinil, ao mesmo tempo que me dizia.- É pena, não podermos ligar o gira-discos. Provavelmente irias gostar de ouvir José Afonso.- Não me digas que também tens discos do Zeca Afonso – perguntei incrédulo.- Ah. Pois! Tenho aquele LP intitulado Baladas de Coimbra, que foi proibido pela censura logo após a sua edição e onde ele canta: os vampiros comem tudo, comem tudo e não deixam nada. No entanto não te preocupes, que vais ter oportunidade de ouvir quando chegarmos a São Salvador.Também me contou que na sua antiga companhia, os soldados se juntavam á sua volta em grandes grupos para ouvirem este cantor proibido e também o padre Fanhais. O capitão da sua companhia propôs-lhe comprar o disco do José Afonso, chegando-lhe a oferecer bom dinheiro que ele nunca aceitou.Disse-me que esse capitão miliciano se viu obrigado a ingressar no serviço militar, depois de sucessivos adiamentos justificados com os estudos. Estudava em Coimbra quando o ministro da educação José Hermano Saraiva foi vaiado pelos estudantes no seguimento de uma visita á Universidade que fizera acompanhado do Tomás. Ambos foram assobiados e apupados pelos estudantes que tinham sido impedidos de discursar. Como retaliação o ministro acabou com os adiamentos, obrigando os estudantes a incorporarem-se coercivamente na tropa. Muitos deles deram origem aos chamados capitães de proveta ou de aviário, assim chamados na gíria de caserna, por em pouco mais de seis meses passarem de instruendos do curso de oficiais milicianos a capitães comandantes de companhia.-Estes combates aqui no norte são obra da FNLA, que escorraçou o MPLA para o leste e para Cabinda – disse-me ele, demonstrando profundo conhecimento da situação militar e acrescentando ainda. – O MPLA aqui no norte está confinado a pequenas bolsas e, apenas nas matas dos Dembos. No entanto no Leste para onde encaminhou grande parte do seu esforço de guerra e, apesar de constantemente perseguido pelas nossas tropas e até mesmo pela Unita de Jonas Savimbi, continua a fazer grandes estragos, chegando mesmo há poucos meses atrás a derrubar um Heli-canhão na zona de Gago Coutinho.

MANUEL ALDEIAS

terça-feira, 14 de setembro de 2010

Nogueira Baptista

OS TRÊS DEFICES
AS GOLPADAS
A ORIGEM DOS “BONS” EXEMPLOS

Quando um défice surge à luz do dia, o normal é que não seja o único. Pode perfeitamente invocar-se a associação de ideias de que um mal nunca vem só! Na maioria dos casos os défices nunca são virtuosos, logo não passam de males em si mesmos!
Está na ordem do dia a polémica do combate ao défice crónico do Orçamento de Estado e respectivo
gigantismo. Os governos já esgotaram a panóplia de expedientes criativos para maximizarem a
situação anómala, driblando os controles que supostamente existem para regularem os equilíbrios
dos quadros macro económicos. A Assembleia da República reduz a sua acção à componente
politica. Até que de fora nos seja imposta a regra do equilíbrio mínimo!
O Governo deve subtrair parcelas importantes dos seus gastos. E como regra não deve assumir
responsabilidades que não tem capacidade de honrar! Não é capaz! O défice é uma marca do
Estado que já se tornou um cancro nacional!
Seguindo o exemplo do grande “polvo” estatal deste reino, o poder iluminado da vida nacional,
exorcizador de todos os liberalismos tentados, a Balança Comercial também é deficitária!
E vão dois! O Estado gasta mais que o plafond disponível e, o país importa mais do que exporta à
razão de dois para um. É uma máquina de endividamento externo! Atente-se para a quantidade
de coisas que importamos que podiam ser produzidas cá. E em muitos casos é suposto produzirmos,
mas que com a colaboração da fiscalização económica, nunca chegam ao mercado, sendo as
comparticipações do governo encaminhadas para a importação. Os alemães adoram dar-nos 100
desde que o país lhes compre 1000 em automóveis, submarinos, etc!
Mas não ficamos por aqui, em terceiro lugar temos a descapitalização das empresas em larga
escala, poupadas ao cumprimento da lei, nomeadamente o artigo 35º do Código Comercial, que
obriga os sócios a cobrirem as perdas de exploração ou a procederem à liquidação das firmas.
As empresas vivem em insuficiência epidémica, maximizando dividas pelo maior número de
agentes económicos até ao estrangulamento mestre final. Trata-se de uma doença degenerativa que
drena recursos de todos os fornecedores com que se relaciona. É uma pandemia que exige
transparência por parte das autoridades financeiras! É necessário que a informação financeira
seja publicitada em tempo real!
O Estado trata de acautelar os seus interesses, mas não dá aos particulares as mesmas armas nem
rapidez de acção para evitarem ou recuperarem das golpadas! A golpada é hoje a grande indústria
nacional! Não é a evasão fiscal! Francamente, estejam atentos à quantidade de golpistas que faz
compras no país e não as paga, desaparecendo em Espanha ou em Angola, ou participando no rol
dos caloteiros, tanto dá! Fazem uma razia nas Empresas e nos impostos!
Afinal os bons exemplos vêm de cima! A cadeia da credibilidade está quebrada pelos piratas dos
défices! Os défices são o grande motor do incumprimento nacional! Homens de Estado precisam- se!
Homens maiores e menos Estado!

http://www.nogueirabaptista.com/

Texto claro e objectivo da nossa realidade, Portugal merecia melhores políticos, Homens de Estado como diz o autor, parabéns ao Nogueira Baptista, nosso companheiro FALCÃO da CART 3450.

segunda-feira, 13 de setembro de 2010

As operações militares


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Apesar da falta de jeito para a guerra, lá me fui desenrascando, aplicando as regras aprendidas em tempo de instrução. A palavra de ordem era sobreviver portanto, nada de baldas...sempre atento, disciplinado e disciplinador.
As operações eram penosas, o pessoal europeu tinha dificuldades acrescidas em se adaptar ao meio, nesse aspecto o IN levava grande vantagem.
O esforço despendido nas operações era enorme, havia algumas de 6 dias, o sítio mais temido era a serra da Mucaba e o Andimba...mas, lá nos fomos safando.
Na foto, identifico o Barroso, Jovino, Costa, Matos, Agostinho...grandes companheiros.
Apesar de ser o mais antigo da Companhia, coube-me a última operação militar, efectuada com toda a segurança... não fosse o diabo tecê-las.

sexta-feira, 10 de setembro de 2010

O café


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O arbusto do café, o cafeeiro, é lindo quando floresce e quando os frutos estão maduros.

A foto mostra bem a beleza dum cafezal em flor. Na zona, a produção do café é bianual, uma riqueza sem igual.

Recordo-me bem das idas às fazendas, muitas vezes passávamos lá alguns dias, o pessoal acompanhava os trabalhadores nas zonas mais complicadas e afastadas, na capinagem e nas colheitas.

A fazenda onde ficávamos mais vezes era a S. Francisco, a sineta tocava às 5 horas da manhã, começava cedo o penoso trabalho dos Bailundos...

quinta-feira, 9 de setembro de 2010

Estrada para o Negage

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Existiam no Negage apoios da intendência e do material auto, regularmente íamos lá.
Para chegarmos ao Negage, depois de Carmona, passávamos na estrada da foto, havia rectas enormes em Angola, esta era uma delas.

quarta-feira, 8 de setembro de 2010

Serra do Uíge


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Quando íamos para Carmona, ao nosso lado direito ficava a Serra do Uíge, ao lado esquerdo a Serra da Mucaba.
A paisagem era bonita, de avião magnifica, voava-se à vista, podia-se apreciar a fauna em correria, momentos únicos vividos intensamente.
Parte da Serra da Mucaba era área de acção da nossa Companhia, o pessoal tremia sempre que havia operações nesta serra, as minas eram um flagelo, havia zonas tenebrosas, escuras, perigosas... tristemente, correu sangue dos FALCÕES na Mucaba.

segunda-feira, 6 de setembro de 2010

A nossa enfermaria.

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Era o dia a dia, logo de manhã, o povo da sanzala vinha para a porta da Enfermaria para ser tratado pelos enfermeiros militares.
Fafe.

A CART 3451, na sua área de intervenção, apoiou as populações, não é demais dizê-lo, a foto é bem elucidativa.

domingo, 5 de setembro de 2010

Igreja de Camabatela

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A imagem é da igreja de Camabatela, localidade por onde passámos, a caminho de Luanda. A vila era bonita e muito organizada, tinha um jardim cuidado, visível na imagem.

Também podemos ver neste postal, um SAAB, automóvel muito vulgar em Angola, no período em que lá estivemos.

Espero que este bonito monumento se mantenha, cumprindo a sua função e embelezando esta localidade do norte de Angola.

sexta-feira, 3 de setembro de 2010

Homem ao mar


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A foto é do Fafe, mostra a recolha do tripulante do Vera Cruz que se atirou ao mar.
Provavelmente, estava descontente com a vida, teve a sorte de ser visto, a sua recolha animou a viagem, estávamos na zona do golfo da Guiné, altura em que o navio era escoltado por uma fragata da marinha portuguesa.
Também por aqui aconteceu um facto diferente, junto ao barco podíamos ver "peixes voadores", tudo era novidade, vivíamos a situação com intensidade.

quarta-feira, 1 de setembro de 2010

A passagem pela ilha da Madeira

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Num post anterior acerca da viagem no Vera Cruz, contei algumas peripécias, a primeira delas, foi a de um militar que se atirou ao mar. Como estávamos perto da Madeira, o navio fez um desvio para deixar o acidentado na ilha.
Provavelmente, o companheiro de viagem, não aguentou a pressão da ida a caminho da guerra colonial.
A foto é do Fafe, tirada quando transportavam o homem numa balsa do navio.