terça-feira, 31 de agosto de 2010

Aos FALCÕES da CART 3451



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Encontrei este texto do Prof. Júlio Machado Vaz, tendo em conta a idade dos FALCÕES da CART 3451 parece-me que o objecto do estudo efectuado pelos pesquisadores alemães, é muito benéfico e salutar.

Caros companheiros, não esqueçam, esta prática diária além de mu...ito gostosa, é preventiva, podendo aumentar a esperança de vida em pelo menos 5 anos.

segunda-feira, 30 de agosto de 2010

O zarpar do Vera Cruz


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Há momentos na vida que nunca mais esquecem, o zarpar do Vera Cruz do cais, em Lisboa, é um desses momentos.
O choro e os gritos que ouvíamos no navio, vindos do cais foi lancinante, marcando aquele momento na nossa mente. Ao mesmo tempo que o navio se afastava, o som dos familiares ia-se desvanecendo... lá fomos, para o outro lado do mar, a caminho de Angola e do desconhecido.
A foto deste momento marcante, é do Fafe.

domingo, 29 de agosto de 2010

Refeitório

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Mais uma refeição no nosso Refeitório e claro a Cuca e a Nocal não podia faltar.

Fafe

Gostava de identificar todos os companheiros mas, vou indicar alguns;
Da esquerda para a direita: Mangas, Mota, ao fundo em pé, Cardoso, Malaquias, a seguir, Cipriano, Ferreira e o Coelho.
Fico na expectativa que apareça alguém para identificar os outros companheiros.

sábado, 28 de agosto de 2010

Bem armado para a guerra

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Embora com pouco jeito para a guerra, tive de o arranjar, assim, sempre que ia para a mata, procurava cumprir e fazer cumprir os ensinamentos da instrução, sobreviver era a palavra de ordem.
Além da companheira de sempre, a G3, levava para a mata, mais 4 carregadores cheios, 2 granadas ofensivas e um dispositivo para aplicar na G3 que permitia o lançamento de granadas à distância do qual, não me lembro do nome.
A G3, foi uma companheira tão presente que me fez calos nas mãos, só desapareceram após o fim da comissão.

quinta-feira, 26 de agosto de 2010

A falta da água

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Viver sem água é terrível, nós urbanos, habituados a ter comodidades, a abrir a torneira em nossas casas, um dia, chegados ao Lucunga depara-mo-nos sem o precioso líquido.
Inicialmente, íamos à água a 6 ou 7 Kms do Lucunga, um sítio muito perigoso, onde anos atrás, tinha acontecido uma emboscada. Na ida à água, tínhamos sempre muito cuidado com a segurança, não fosse o diabo tecê-las.
Mais tarde, passámos a ir à água mais longe, depois da construção da ponte sobre o rio Coji e do arranjo da picada, íamos a 20 e poucos kms de distância, o ribeiro era junto à picada, numa zona mais aberta e segura.
Entretanto, a Companhia em conjunto com a administração civil, promoveu a construção das infra-estruturas necessárias ao abastecimento do Lucunga, a partir do primeiro ribeiro onde nos abastecíamos.
Foi uma festa a chegada da água ás nossas casas e ao chafariz do povo da sanzala, era assim, a CART 3451 ajudava o povo kimakuende a usufruir do precioso líquido, a água.
Não é demais repetir, os FALCÕES preparados para a guerra, praticaram o bem em Angola.

sábado, 21 de agosto de 2010

No Vera Cruz com o Reis Pinto

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Outra foto da viagem a caminho de Angola, junto à piscina do Vera Cruz, com o meu amigo Reis Pinto.

Quis o destino que o irmão gémeo do Reis Pinto viajasse para Angola, integrado noutra Companhia do Batalhão de Artilharia 3861. Penso que foi para Zala também no norte de Angola.
O sistema político vigente na época, não olhava a meios, mobilizava quem queria e lhe apetecia, não importava que houvesse mais familiares envolvidos na guerra. O tempo de serviço já cumprido também não contava, fui para Angola com 2 anos de tropa e cumpri no Lucunga 29 meses assim, roubaram-me 53 meses da minha juventude.

quinta-feira, 19 de agosto de 2010

Companheiros alentejanos

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Outra foto no Vera Cruz, desta vez estou com companheiros alentejanos um da CART 3451, o Lopes, os outros, o Oliveira e o "pegador de touros" da CART 3452, da Mucaba, todos alentejanos e boa gente.
Fiz buscas em todos os ficheiros possíveis, não consegui encontrar o Lopes, assim, não foi possível convidá-lo para o Encontro 2010. Alguns companheiros, falaram do sítio onde ele, hipotéticamente estará, espero que um dia passe por aqui e deixe notícias suas, todos gostaríamos de saber que está bem.

quarta-feira, 18 de agosto de 2010

O "Reintegrado" do Lucunga


Em meados de Abril de 1965, apresentou-se no posto administrativo de Lucunga um jovem negro que afirmava ser natural daquela localidade. Segundo ele, teria fugido com os pais para Kinshasa em consequência dos massacres de Março de 1961. Resolvera regressar e, sendo cidadão português nascido em Angola, pretendia integrar-se na sociedade angolana.
Enquanto decorriam as necessárias formalidades, ficou alojado nas instalações do posto administrativo, tendo-se tornado uma espécie de hóspede de todos nós. Circulava livremente pela povoação, falava sobre a vida que levava em Kinshasa, tomava parte activa nos nossos jogos de futebol, e ia bebendo as cervejas que um ou outro lhe pagava na cantina.
Deste modo, levávamos à prática a política de Acção Psico-Social, tão cara às autoridades nacionais e, muito particularmente, ao nosso comandante de Batalhão.
De vez em quando, tinham lugar no edifício do posto renhidos jogos de cartas, durante os quais se bebia brandy (já então o Constantino era famoso) e cerveja, conforme os gostos.
No dia 12 de Maio, decorria um desses jogos. Além dos jogadores havia, como de costume, alguns assistentes. Um desses assistentes era o jovem negro recém-apresentado que, não poupando na bebida, começou a apresentar uma loquacidade que surpreendeu os presentes, que lhe foram puxando pela língua, com a ajuda do álcool que ia bebendo.
E qual não é o espanto de todos quando ele começa a dizer que conhecia todos os cantos do “quartel”; sabia onde eram os alojamentos de todos os militares, fossem oficiais, sargentos ou praças e conhecia todas as rotinas da Companhia; finalmente, acabou por dizer que tinha ido a Lucunga para espiar e que tinha chegado a hora de se ir embora.
Dito isto, saiu disparado porta fora em direcção ao campo de futebol e à saída poente da localidade.
De todos os presentes, apenas o comerciante Santos estava armado. Saiu atrás dele, tirou a pistola do coldre e fez dois disparos. Ao segundo disparo o fugitivo parou, no meio do campo, com as mãos no ar.
Conduzido à sala de comando, onde foi sujeito a longo e insistente interrogatório, pouco revelou. Confirmou que tinha sido mandado pela FNLA para recolher informações, e adiantou que fugira porque tinha à sua espera no hospital (situado a algumas dezenas de metros da povoação e parcialmente em ruínas) um grupo da FNLA para o escoltar de volta a Kinshasa, onde apresentaria o seu relatório.
Alguns dias depois, a Rádio Brazzaville confirmaria a estada dos FNLA's no hospital e aproveitaria para fazer a habitual propaganda, acusando-nos de termos praticado as maiores diabruras durante o interrogatório.
Algum tempo depois, já quase recuperado do susto que apanhou ao sentir as balas da pistola do Santos a assobiarem junto à cabeça, foi entregue ao comando do Batalhão, no Vale do Loge.
Meses mais tarde, militares da Companhia que se deslocaram a Carmona, em serviço, encontraram-no. Parece que tinha sido mesmo recuperado e era contínuo na Repartição de Finanças.
Parecia muito contente. Mas estaria mesmo recuperado?
Carlos Fonseca
CArt 738

Encontrei este texto no blogue do Batalhão de Artilharia 741, como a causa é boa, desviei...a história que revela bem, a ingenuidade do Exército Português no conflito colonial, uma guerra sem solução...

terça-feira, 17 de agosto de 2010

Lucunga era aqui mesmo...



"Terça-feira, 10 de Agosto de 2010

Lucunga Era Aqui Mesmo...
Quantos militares por aqui permaneceram durante treze anos de guerra?...Disserto que ninguém me saberá dar uma resposta no concreto.Tanto sofrimento na nossa querida juventude,que quase ninguém atribui-o o justo valor dos maiores e gloriosos militares Portugueses que pisaram por ironia dos destino estas maravilhosa terra que é Angola...Não ficamos de mal com os Angolanos mas revoltados com a situação que nos empurrou para uma guerra que não se justificava...Consciente do que fiz de bem por Angola e pelo auxilio que dediquei em benefício dos mais desprotegidos,deste povo hoje ciente da minha memória,naturalmente que presentemente faria o mesmo sem qualquer arrependimento para ajudar este povo que continua com carências de bens essenciais de toda a ordem...Alimentação,assistência médica,habitação etc.etc.Não só fizemos a guerra como convivemos com pessoas de outros costumes,diferentes dos nossos,e aprendemos muito com pessoas humildes e de um simbolismo generoso.Era assim o povo de Angola...E muitos ex-militares poderão dizer o mesmo de mim...Quem permaneceu nestes lugares de terras de ninguém sabe os costumes de um povo humilde...Esta era uma das povoações no interior no norte de Angola...
Publicada por Joaquim Ângelo em 17:24 "


Encontrei este texto num blogue dum companheiro do B.CAÇ 1875 que passou pelo Lucunga, não lhe pedi autorização para o transcrever mas, não vejo mal nisso. Deste Batalhão faziam parte os fundadores do "PRAKISTÃO".
De todas as Companhias militares que passaram pelo Lucunga, aquela que estacionou durante mais tempo foi a nossa, a CART 3451, estivemos lá 29 longos meses.

segunda-feira, 16 de agosto de 2010

Grande "BRIOSA"

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Os benfiquistas que me perdoem mas, a BRIOSA teve uma grande vitória levando de vencida os campeões. Apesar do árbitro ter tentado resolver o jogo a favor dos de Lisboa, expulsando um jogador da Académica, quis a sorte que um golo colossal colocasse o resultado no seu lugar.
É bom de ver, estou muito contente com a vitória da minha BRIOSA.

A foto dos meus tempos de menino, quando jogava nos juniores da BRIOSA, nesse tempo a pureza do futebol não impunha publicidade, jogava-se futebol com gosto e por amor à camisola

domingo, 15 de agosto de 2010

O Sousa da "Rádio Lucunga"

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Foto do Sousa, no aquartelamento da CCS, na Damba. Ele caminhava no sentido da porta de armas, onde passava o famoso itinerário livre, estrada/picada para Maquela do Zombo.
Provavelmente o Sousa teria ido à Damba para se instruir na arte de bem comunicar, em tempo de guerra. Os rádios eram grandes e pouco funcionais, as telecomunicações da época nada têm a ver com as de hoje.

quinta-feira, 12 de agosto de 2010

O empobrecimento de Portugal-Nogueira Baptista

COM O ESTADO SOCIAL, ESTAMOS PREPARADOS PARA QUÊ?

Em 2003, quando o Dr. Durão Barroso foi nomeado Primeiro Ministro depressa descobriu que Portugal estava de tanga. Ainda se lembram de quanto este senhor foi invectivado por, feito criança, não ter conseguido ver que os cofres estavam repletos de ouro e se ter descaído, em desqualificação, que o rei ia de tanga. Ficou conhecido, pejorativamente, como o discurso da tanga.
A ministra das finanças Dra. Manuela Ferreira Leite, essa bruxa autoritária, decretou o combate ao défice público como prioridade, suspendeu a promessa de redução dos impostos e partiu, imediatamente, para o seu aumento e obtenção de receitas extraordinárias com a realização de vendas patrimoniais.
Na Presidência da República estava acampado o Dr. Jorge Sampaio que aproveitou a oportunidade para contrapor, em defesa do seu grupo de assalariados do Orçamento, que chapéus havia muitos, querendo dizer que existia mais vida para lá do défice! Toda a vida tinha sabido cavalgar os défices, não era o problema. Isso não era um problema do povo! Os políticos deviam saber superar esses desafios e de preferência sem grandes alardes, porque chamar a atenção para essas questões era desprestigiante para a república.
Só o Dr. Mário Soares se podia vangloriar de ter salvo o país da bancarrota, o Engº Guterres de ter salvo o país do pântano, o Dr. Vieira da Silva de ter resolvido o problema da sustentabilidade da segurança social e o Engº José Sócrates o de ser o maior paladino no combate ao défice. Se há heróis que não sejam desta cor, não é de bom tom lembrá-los porque atraem o azar!
Manda a prudência não deixar para amanhã o que pode ser feito hoje! Ora estes heróis nunca deram grande importância à produção, essa trave mestra da estruturação orgânica. Nem sabem o que isso é a julgar pelos ministros da Economia e afins que governam Portugal. Como empresários já tinham falido de todas as maneiras e feitios. A construção das casas começa pelos alicerces, após o respectivo plano de arquitectura ter sido aprovado pelos donos! O povo paga ou há-de pagar! O povo que trabalha, claro!
A linha de quem nos governa hoje iniciou-se em 1995, sobrecarregou Portugal de impostos relativamente às economias concorrentes, nunca teve uma politica de equilíbrio orçamental e tem horror a essa mesquinhez, usou e abusou do Estado para instalar o seu aparelho de controlo do poder. E por outra via, que é a da sucapa, ofereceu-nos o endividamento, um imposto sobre o futuro, facto consumado!
E o que ganhámos com isto? Resposta oferecida, pelo PM a 15 de Julho, no debate sobre o Estado da Nação: o Estado Social, o grande avanço civilizacional! Com o Estado Social, na versão do nosso PM, estamos preparados para quê?
Pelo ensaio que o PM tem evidenciado, estamos preparados para apelar à solidariedade social da Europa!
O mecanismo de empobrecimento está instalado e a funcionar. Só não produz, a seriedade, credibilidade e confiança de que tanto se fala!


Nogueira Baptista
www.nogueirabaptista.com

Análise lúcida do nosso companheiro "FALCÃO" da CART 3450 acerca do Estado Social... e do empobrecimento instalado. A falta de capacidade e de honestidade dos políticos portugueses, estão a levar o país à ruína.

quarta-feira, 11 de agosto de 2010

De serviço no Vera Cruz


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Foto no Vera Cruz, em dia de serviço.
A viagem foi boa, como já disse em post anterior o Vera Cruz era um bom navio. Aconteceram alguns episódios pelo caminho, dignos de registo, primeiro foi um militar que se atirou ao mar, provavelmente não aguentou a pressão da ida para a guerra colonial, foi recolhido e desembarcado na Madeira.
Mais à frente um tripulante teve a mesma atitude, teve a sorte de ser visto e recolhido, isso aconteceu na zona do golfo da Guiné, altura em que o navio passou a ser escoltado por uma fragata da armada portuguesa.


Os "FALCÕES" da CART 3452.

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BEM HAJA " FALCÃO " LUÍS CABRAL

Caro amigo " FALCÃO " Luís Cabral, antes de mais recebe um abraço, é com um pouco de atraso, mas ás vezes os últimos são os primeiros.
Venho publicamente agradecer-te, em meu nome e em nome dos "FALCÕES " da Cart 3452, a tua excelente colaboração e disponibilidade do teu Blog, para com os " FALCÕES " de Mucaba, dando assim voz aos elementos do Bart 3860, para contarem as suas Histórias, Lembranças e Recordações, da nossa juventude passada em Angola 1971 A 1974.
Não é fácil ter um Blog actualizado como o teu " LUCUNGA CART 3451, mas é com muito carinho, sacrifício e muito tempo perdido, que se conseguem esses objectivos, o teu grande Espírito de " FALCÃO " multiplicam-te essas forças para continuares.
É com uma grande e imensa gratidão, admiração e respeito que te disse-mos, BEM HAJA " FALCÃO " LUÍS CABRAL.
Em nome de todos os " FALCÕES " da CART 3452.

João Celestino

domingo, 8 de agosto de 2010

Com o Ambrósio, no Lucunga

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O Ambrósio era um menino da Sanzala do Lucunga, simpático, amigo, gostava de parar no aquartelamento.
O que terá sido feito deste menino ? Como tantos outros, convivia com a tropa portuguesa que os ajudava na medida do possível. Comiam no aquartelamento e eram cuidados na enfermaria. Com a saída dos portugueses, tudo passou a ser difícil para os meninos e para toda a população do Lucunga.

A tropa portuguesa, no caso a CART 3451, teve uma acção muito meritória no apoio social às populações indígenas! embora companhia militar esteve em Angola para fazer o bem, nunca a guerra.

sábado, 7 de agosto de 2010

Últimas do Lucunga

Administrador preocupado com insuficiência de infra-estruturas sociais na comuna

http://www.portalangop.co.ao – Uíge, Bembe - O administrador da comuna de Lucunga, município do Bembe, província do Uíge, Kiangani André Miguel, manifestou, naquela localidade, a sua preocupação sobre a insuficiência de infra-estruturas sociais na comuna, no quadro do melhoramento das condições de vida da população. Falando aos jornalistas à margem da visita de constatação do assessor do Vice-presidente da Republica na localidade, Raul Lima, o responsável disse que, de acordo com a extensão geográfica e densidade populacional, a comuna carece de novas salas de aula, centros e postos médicos nas regedorias, professores e técnicos de saúde que visam colmatar as várias dificuldades que a população enfrenta. "Já existem na sede da comuna seis salas de aula e um posto médico, mas para melhor corresponder a demanda dos alunos que necessitam estudar e o atendimento adequado da população no sector da Saúde há toda necessidade do aumento de mais 24 novas salas de aula e um centro médico", explicou. Kiangani André realçou que no presente ano foram matriculados quatro mil alunos da 1ª à 9ª classe a cargo de 51 professores distribuídos nas diferentes regedorias e aldeias da comuna. Apontou a malária, as doenças diarreicas e respiratórias agudas, infecções da pele, entre outras, como patologias mais frequentes na região. A comuna de Lucunga, situada a 44 quilómetros a nordeste do município do Bembe, é composta por sete regedorias, 51 aldeias e uma população estimada em 18.578 habitantes, maioritariamente agricultores.

sexta-feira, 6 de agosto de 2010

Com o Fonseca Santos no Vera Cruz

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Durante a viagem para Angola, reencontrei um companheiro da Escola Prática de Artilharia, em Vendas Novas, fazia parte doutro Batalhão, o Fonseca Santos, um bom companheiro, é da Figueira da Foz onde vivia, junto ao Casino, nunca mais o vi apesar de vivermos perto um do outro.

quarta-feira, 4 de agosto de 2010

"Harmónica de Ponte de Sôr"


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A "Harmónica de Ponte de Sôr", é um conjunto musical da cidade de Ponte de Sôr, nela participa com toda a pujança o nosso amigo e companheiro da CART 3451, Fava Pexirra, na foto, o 5º elemento da esquerda para a direita, na fila da frente.
Espero que a "Harmónica de Ponte de Sôr" seja convidada a abrilhantar os próximos encontros da Companhia, mostrando a sua música.

Por coincidência, a minha mulher, nasceu na Rua Luís de Camões, em Ponte de Sôr, é uma alentejana de gema e apaixonada pelo seu Alentejo.

segunda-feira, 2 de agosto de 2010

Algures no Lucunga


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Mais uma foto minha, algures no Lucunga. atrás de mim umas bananeiras.
Nas operações, muitas vezes , tínhamos por missão a destruição de bananais e outras culturas que serviam de apoio ao IN. Numa acção na serra da Mucaba, o comandante de operações do Batalhão, Alves de Sousa, já falecido, voava na DO, mandava subir e descer a serra para destruir, esta e aquela plantação, fazia-o com tanta facilidade esquecendo-se do acidentado do terreno. Entretanto, o tempo alterou-se, com trovoadas sucessivas, raios, quedas de árvores, num cenário dantesco, próprio de fim do mundo. Recordações terríveis duma guerra completamente maluca.

domingo, 1 de agosto de 2010

Notícias frescas do Lucunga

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21-07-2010 18:56

UígeAssessor do vice-presidente da república avalia sector social e económico do município do Bembe

Uíge - O assessor do vice-presidente da Republica, Raul Lima, avaliou, nesta terça-feira, a situação do sector social e económico do município do Bembe, 135 quilómetros a norte da cidade do Uíge.

Na localidade, o responsável, que está na província para uma jornada de trabalho de três dias, visitou as infra-estruturas escolares e hospitalares do município e deslocou-se a comuna de Lucunga, 44 quilómetros a norte da vila do Bembe, onde avaliou também as condições de acomodação dos angolanos reassentados e o andamento do projecto do campo para auto-construção dirigida.

Visitou igualmente a escola primária nº 411, posto de saúde e o Centro Infantil Comunitário (CIC), este último que alberga 157 crianças.

Durante a sua permanência na localidade, Raul Lima recebeu informações sobre a vida da população local.

Na ocasião, a directora provincial do Ministério da Assistência e Reinserção Social, Adelina Figueiredo Pinto, procedeu a entrega de diversos bens a crianças internadas no Centro Infantil Comunitário.

Material escolar, arroz, leite, óleo alimentar, fuba de milho, pratos, mochilas e outros brinquedos, constam do donativo, cujas quantidades não foram reveladas.

Integraram a comitiva, o vice-governador para Organização e Serviços Técnicos, Nazario Vilhena Pedro Bomba, quadro seniores da assessoria do vice-presidente da república e outros convidados.