sábado, 30 de julho de 2011

O nascimento do jardim da messe

Nesta foto, estou junto ao jardim da messe, no seu início. Ele cresceu, tornou-se um lugar agradável para se estar a beber umas CUCAS, ler ou conversar.



Impressionante o crescimento rápido das plantas do nosso jardim, mercê do clima quente e húmido, elas desenvolveram-se rapidamente. Nesta fase, ainda não tínhamos o mobiliário, feito com muito engenho e arte pelo pessoal da CART 3451.

quinta-feira, 28 de julho de 2011

Associação de camponesas-Lucunga

18-07-2011 19:19


Cerca de duzentas mulheres integram associação de camponeses

Uíge - Uma associação de camponesas com 182 membros foi constuída no município do Bembe (Uíge), no âmbito do programa de combate à fome e à pobreza nas comunidades.

De acordo com a responsável da OMA no Bembe, Maria Madalena, que falava hoje na povoação do Zangi, durante uma palestra com o tema "Juntos unidos para o combate à fome e à pobreza no município", as mulheres associadas já lavraram cerca de quatro hectares de terra, onde vão cultivar mandioca, batata doce, amendoim, feijão, hortícolas e outros.

Maria Madalena informou que as camponesas solicitaram crédito ao Banco Sol, para aumentar a área de cultivo.

Afirmou que o projecto de criação de associações, para contribuir no programa de combate à fome e à pobreza na circunscrição, vai estender-se nas duas comunas do município do Bembe (Lucunga e Quimaria).

terça-feira, 26 de julho de 2011

Regedoria do Quindundo-Lucunga


Fotografia: Jornal de Angola Autoridades locais apostam na diminuição dos indices de mortalidade.

População da Regedoria do Quindundo-Lucunga com mais uma infra-estrutura sanitária
Valter Gomes Bembe Um posto médico, construído de raiz, foi inaugurado, no sábado, na regedoria do Quindundo, município do Bembe.A nova infra-estrutura sanitária, devidamente apetrechada, tem uma sala de internamento, com capacidade para cinco camas, e uma outra de partos, um consultório, farmácia e balneários.O administrador municipal chamou a atenção da população sobre a importância de preservarem o património colocado à sua disposição, que vai minorar as várias dificuldades que a afecta. José Alberto lembrou ser necessário que os habitantes de Quindundo construam latrinas, currais, pocilgas e capoeiras para se evitarem várias doenças causadas pelo incumprimento de medidas adequadas.O administrador incentivou os agricultores a aumentarem a produção de alimentos, recordando que Kindundo dispõe de terrenos férteis para o desenvolvimento da agrícultura.A administração municipal, anunciou, vai disponibilizar, em Setembro, máquinas de lavoura aos agricultores organizados em associações. “É bom que todos se associassem para beneficiar do projecto”, disse.O regedor adjunto afirmou que o novo posto de saúde vai proporcionar assistência médica e medicamentosa a cerca de 2.400 habitantes. “A unidade fazia muita falta, obrigando-nos a percorrer mais de 17 quilómetros para recebermos assistência médica”, disse Domingos Sousa, lembrando que os doentes em estado grave eram levados em tipóias, até à sede comunal do Lucunga, situação que provocava a morte de alguns pelo caminho.

sexta-feira, 22 de julho de 2011

Juíza do Lucunga-Reforma educativa



‘Coloquem um ponto final nisso’
Foi bastante cuidadoso em não se identificar, de tal forma que quase confundiu esta equipa de reportagem com o nome de «Chagas da Reforma», não fora a sua astúcia para continuar com o discurso crítico em relação ao actual sistema de ensino.
“Chega de reforma, chega de reforma educativa e coloquem um ponto final nisso, porque não está a ajudar, mas sim a prejudicar,” reiterou entristecido, justificando o que defendia por duas razões que considera como muito pontuais, e que se prendem com a falta de salas de aula e de professores especializados em disciplinas como Educação Musical, Educação Física, Formação Manual Politécnica, línguas estrangeiras e outras que preferiu não citar. Na verdade, a implementação da Reforma Educativa previa, de forma antecipada, a capacitação dos professores com subsídios psico-pedagógicos, científicos e afectivos novos e adequados ao novo sistema de ensino, bem como a disponibilização de meios suficientes aos artistas do saber, para que se pudesse evitar quaisquer transtornos.
Outra preocupação levantada foi o facto de alguns conteúdos importantes terem desaparecido da dose lectiva da 3ª e 4ª Classes, “As classes de passagem como a 1ª, 3ª e 5ª Classes, para o nível primário, aparecem como outro transtorno para o trabalho do professor sem meios, a quem a reforma exige competência para capacitar os alunos a beneficiarem de tal condição de forma justa, isso para além de pôr Pedro Almeida, Soba do Lucunga.
Segundo moradores, estas estruturas pertenciam a comerciantes portugueses na época colo Maria Manuela, juíza.
o país os alunos relaxados”, pontualizou o educador, referindo ainda a superlotação das turmas nas escolas, quando o número máximo de estudantes na sala de aulas deveria ser entre 35 e 45.
Três turnos
A opção dos três turnos não poupou a lista de solução dos responsáveis do ensino no Lucunga. Como em alguns municípios de Luanda, como Viana e Cacuaco, os “lucunguenses” decidiram ter o primeiro turno entre as 8 e as 11 horas, sendo que o segundo ocorre das 11 às 14. O último começa por volta das 14h:30 e termina às 17 horas e 30 minutos, porquanto na região escurece muito antes das 18 horas, sobretudo no tempo de Cacimbo.

Estrada em mau estado


Chama-se Maria Manuela, é juíza e está destacada no órgão de justiça da sede da província do Uige. Na ocasião das festividades do Bembe chamou a atenção das pessoas pelo facto de ter estado sempre disponível, colocando também ao dispor a sua viatura ligeira de Marca Chevrolet-Aveo LT, mesmo quando, por cansaço ou por outro imperativo, conduzido por outra pessoa da ANA-BEMBE, associação de que faz parte, desde muito recentemente, por ser originária da comuna do Lucunga, município de Bembe, a primeira capital da província do Uige.
Entretanto, apesar da máxima vontade que demonstrava para ajudar a ultrapassar todos os obstáculos, Maria Manuela viu-se impedida de avançar para o bairro de Quindundo, a mais de sete quilómetros de estrada defeituosa, onde a comitiva do governo provincial e a equipa da administração, sob o olhar de alguns integrantes da Associação dos Amigos e Naturais de Bembe, havia de inaugurar um posto médico.
A juíza ficou-se pela sede comunal de Lucunga, a terra que a viu nascer. Por causa disso, a senhora das leis desabafou: “Se queremos ter saúde de verdade, é necessário começar por arranjar as vias e os meios de comunicação”, referindo que já havia dois dias e meio que não conseguia comunicar com ninguém por telefone, devido à falta de sinal, em toda a extensão do município.
Alberto Bambi
18 de Julho de 2011

quarta-feira, 20 de julho de 2011

A nova função do "Solar do Prakistão"

Aulas em escombros coloniais no Lucunga

Por causa da falta de salas de aulas na comuna de Lucunga, município de Bembe, província do Uige, uma boa parte das crianças recebe lições diárias sob o céu aberto, dentro de alguns escombros, que datam do tempo colonial.
E, quando chove, as aulas têm de ser interrompidas.
Curiosamente, a situação ocorre mesmo na zona adjacente à administração comunal da vila, não muito longe da representação das autoridades tradicionais, onde a nossa reportagem abordou o chefe do sobado, Pedro Almeida, que ressaltou a vontade do povo do Lucunga, cuja preocupação consiste em não deixar nenhuma criança fora do sistema de ensino.
“O importante é não deixar nenhuma criança sem estudar, porque nós já não tivemos sorte de nos formar”, alegou, adiantando que ele e a sua comunidade estão dispostos a qualquer situação, ainda que seja entrar na mata, arrancar paus e capim, para construir uma sala de aulas. O caso não obrigou os moradores do Lucunga a deambular pelo mata adentro, mas forçou-os a transformar três compartimentos de estruturas totalmente destruídas pelas guerras que assolaram a região em possíveis salas de aulas, acrescentando, desta forma, três turmas a cada turno.
A iniciativa foi da secção da educação local.
“Foi por isso que decidimos transformar esses espaços destruídos pelas guerras em salas”, explicou, recordando que a capacidade da escola construída pelo governo não responde à demanda da comuna, que cresce de forma muito assustadora.
Neste contexto, o soba reconheceu que a população do Lucunga aumenta de dia para dia, tendo admitido que a procriação, para o seu povo, chega mesmo a ser encarada como um meio para diminuir a pobreza.
“A maior parte das pessoas aqui pensa que tendo muitos filhos, pelo menos um vai ser rico, outro estudioso e outro ainda bom em negócios, precisou.
Certo de que o Executivo tem sido notificado sobre a realidade populacional do Lucunga, bem como dos indicativos da evolução dos habitantes da região, o soba da comuna classificou o esforço do Governo Provincial como insuficiente, recomendando, por isso, a Paulo Pombolo e aos seus colaboradores directos que se dediquem mais a rever os dados estatísticos enviados por municípios, comunas, aldeias e quimbos, que ao controlo que à população diz respeito.
Importa referir que o Lucunga é a comuna mais habitada do município do Bembe, ao ponto de superar, neste contexto, a própria sede municipal.
Aliás, a vila apresenta uma arquitectónica habitacional mais evoluída do que a das outras paragens do Bembe, isso sem esquecer o seu povo, que se revela com um espírito de querer vencer as dificuldades, investindo na educação e saúde, ainda que por meios próprios, como fez saber o ancião.
Por isso, não espanta que Pedro Almeida, o administrador comunal e os responsáveis do ensino do Lucunga, para além de fazerem nascer salas de aulas dos escombros da guerra, estejam a arriscar o ensino secundário do II Ciclo, vulgo ensino médio, mesmo com o reconhecido factor da falta de professores.
“Este ano lectivo implementámos a I0 ª Classe, para não esperarmos mais pelos professores do concurso público, que muitas vezes nem chegam a ser encaminhados para a comuna”, disse, tendo revelado ainda a intenção de ver os seus filhos partirem do Lucunga para a sede do Uige, apenas para frequentarem o ensino superior, que o ancião até gostaria de ver na sua terra natal.
A sede da comuna possui apenas uma escola com os níveis primário e secundário do I Ciclo, o que permite às crianças da área frequentarem da 1ª à 9ª Classe. Antes da instrução nos escombros, o processo de ensino-aprendizagem desenrolava-se em apenas seis salas da única escola da sede comunal.
No entanto, já existiam salas feitas pela comunidade nos bairros da cercania.
Há três anos na liderança do poder tradicional da vila de Lucunga, Pedro Almeida, que sucedeu no cargo ao seu irmão Cássia Dongala, está cansado de promessas do governo do Uige, pelo que apela aos homens do pelouro para se pautarem por um sentido de compromisso com base na sinceridade.
“Até fizemos pedido de chapas de Zinco, a fim de cobrir os escombros, mas nem para tal fomos tidos ou achados”, contou, desabafando que, na pior das hipóteses, a solução tem passado por “andar através de meios próprios”.
Alberto Bambi
18 de Julho de 2011





Na qualidade de antigo residente do "Solar do Prakistão", acho fantástico que as paredes ainda estejam de pé, congratulo-me com a nova função da casa...é pena que chova lá dentro, deve faltar iniciativa para promover a cobertura. Seria óptimo que o pessoal da CART 3451 pudesse ajudar.


segunda-feira, 18 de julho de 2011

Ponte sobre o rio Lucunga

A ponte inaugurada na região do Bembe está a permitir a mobilidade de pessoas e bens entre as províncias do Uíge e do Zaire
Fotografia: Filipe BotelhoUíge
Foi com dança e cânticos que a população da comuna do Lucunga, no município do Bembe, a cerca de 71 quilómetros da cidade do Uíge, manifestou a sua satisfação pela reposição da circulação rodoviária entre aquela localidade e a sede municipal, separadas há 17 anos. A ponte sobre o rio Lucunga foi destruída em 1994, durante o conflito armado que assolou o país. A chuva miúda que caía sobre a região foi incapaz de impedir que a nova ponte, a maior da província, com 117 metros de comprimento e sete de largura, fosse inaugurada para facilitar a mobilidade de pessoas e bens naquela parcela do território nacional, que faz fronteira com o município do Nzeto, na província do Zaire. Pedro António, que é natural do Bembe e vive na vila do Songo há muitos anos, lembra que durante o tempo em que a ponte esteve destruída arriscou muitas vezes a própria vida atravessando o rio sobre canoas precárias para visitar os parentes, que vivem no Nzeto.“Já me arrisquei muito para poder ver a minha família, sobretudo no período chuvoso, em que o caudal do rio aumentava e muitas vezes as águas transbordavam as margens. Há alguns dias que as obras de reabilitação desta ponte terminaram e a circulação de pessoas e carros passaram a estar mais facilitadas, além do transporte de mercadorias”, disse.O governador Paulo Pombolo, que inaugurou a infra-estrutura por ocasião dos festejos dos nove anos de paz, destacou a importância estratégica da ponte no desenvolvimento da província, em geral, e da região do Bembe, em particular, tendo em conta que a reposição da circulação entre a comuna do Lucunga e a sede municipal do Bembe vai reanimar o comércio e a agricultura entre as diferentes localidades do município, além de retomar a ligação terrestre com a província do Zaire.“A inauguração desta ponte reveste-se de extrema importância para o desenvolvimento desta região. Parte da estrada que liga a nossa província à do Zaire está a ser reabilitada e logo que esteja concluída podemos retomar a ligação terrestre com aquela província. Esta ponte, de acordo com as orientações dos técnicos, suporta apenas 30 toneladas, por isso os automobilistas não devem ultrapassar esta lotação, de modo a evitar acidentes ou a destruição da ponte”, alertou.José Alberto Bunga, administrador municipal do Bembe, afirmou que “é necessário conjugar esforços para o desenvolvimento desta parcela do território nacional, e a administração pública tem feito a sua parte para melhorar as condições de vida da população.
Durante estes nove anos de paz, empenhámo-nos na construção e reabilitação de várias infra-estruturas sociais, como estradas, unidades sanitárias, escolas e, agora, esta ponte”, sublinhou, apelando aos homens de negócios que façam também a sua parte, investindo na região.Lembrou ainda que a construção e reabilitação destas infra-estruturas só foi possível graças ao calar das armas, da reconciliação nacional e da visão estratégica do chefe do Executivo angolano, José Eduardo dos Santos, que pretende que se construa uma Angola que dê uma vida digna a todos os seus filhos.O administrador disse que, a partir de agora, a principal aposta do seu pelouro é a reabilitação das principais vias de acesso às comunas e aldeias.“As obras de reabilitação dos troços Toto/Kimaria, Toto/Vale do Loge, Lucunga ao Wando Sundi e Nzagi são algumas obras que demonstram claramente os ganhos que a paz trouxe em benefício das populações locais”, disse. Mas agora, continuou, é necessário o envolvimento de todas as forças vivas da sociedade para melhorar as condições sociais, técnicas e económicas do município.
Sinal da Rádio e Televisão
Paulo Pombolo inaugurou, também, no município do Bembe, a estação retransmissora semi-profissional que transmite o sinal do canal 1 da Televisão Pública de Angola, através da instalação de um emissor de 10 Watts com um raio de acção que atinge dez quilómetros de distância. No centro de produção radiofónico do Bembe foi instalado um emissor de 250 Watts, uma cabine de emissão e a transmissão dos seus programas pode ser ouvida num raio de 150 quilómetros de distância.“Foram inaugurados a central retransmissora do sinal da TPA e o centro de produção radiofónico neste município. A partir de agora, quem tem uma televisão ou um rádio em casa vai poder acompanhar as notícias do país e do mundo, ver e ouvir programas de entretenimento e outros”, referiu o governador.
Mais unidades sanitárias
O município do Bembe passou também a dispor de três novos postos de saúde nas localidades de Bonde, Kulo e Makoko, além de um centro materno-infantil na sede comunal do Lucunga. Os postos de saúde inaugurados pelo governador do Uíge têm, cada um deles, serviços de consultório médico, sala de tratamento, salas de internamento, farmácias e balneários. Segundo o governador, “são enormes as acções que o executivo provincial e a administração municipal do Bembe têm feito com vista a melhorar a assistência médica e medicamentosa às populações locais, como é o caso do centro materno-infantil do Lucunga, que vai prestar serviços de pediatria, puericultura, maternidade, planeamento familiar, vacinação e análises clínicas, entre outros serviços, que vão ajudar a combater doenças pré-natais e de pós-parto, além de influenciar na redução da mortalidade materno-infantil na região”.
Bembe já tem luz
Há décadas que o município do Bembe não tem energia eléctrica. O uso de pequenos geradores e de candeeiros artesanais a petróleo tem sido a alternativa para os populares iluminarem as suas casas. Para solucionar o problema, o governo provincial adquiriu e instalou na vila do Bembe um gerador com 350 KVA.O fornecimento da energia eléctrica às populações pode acontecer nos próximos dias, tão logo o empreiteiro contratado conclua a instalação da rede de distribuição domiciliar, garantiu o governador.Paulo Pombolo anunciou igualmente que foi instalado um sistema para captação, bombeamento e distribuição de água potável à sede municipal e às comunas de Lucunga e Kimaria, cujo funcionamento é assegurado por grupos geradores de 15 KVA. “Há algum tempo que a água tinha deixado de jorrar nos fontanários da sede municipal do Bembe e nas regiões de Lucunga e Kimaria. O governo da província e a administração municipal instalaram os equipamentos para a captação, bombeamento e distribuição de água nestas localidades. Agora, a população já consome água tratada”, afirmou.
Requalificação da vila
Para dar mais dignidade aos moradores da vila do Bembe e proporcionar outra imagem arquitectónica àquela localidade, a administração local elaborou um plano de requalificação do município, que já foi apresentado e aprovado pelo governo provincial. O mesmo envolve acções de arruamento e loteamento de terrenos para construção dirigida e urbanizada.Paulo Pombolo prometeu aos munícipes do Bembe que “o projecto vai começar a ser implementado nos próximos dias. Estamos apenas a identificar um empreiteiro com capacidades técnicas apuradas para o executar”. A comuna do Lucunga também passou a dispor de um banco de urgência com capacidade para internar seis pessoas e um edifício completamente reabilitado e apetrechado para o funcionamento dos diferentes serviços da administração comunal local.
Manutenção da paz
“Trouxemos à população do Bembe e a toda população do Uíge uma mensagem de paz e concórdia, de modo a garantirmos a estabilidade política e social na província, porque sem estes dois factores as nossas mamãs não vão poder continuar a lavrar os campos, os jovens não vão poder dar continuidade aos seus estudos e os mais velhos não vão poder continuar a dar o seu contributo para o desenvolvimento da província, em particular, e do país, em geral”, disse o governador.Paulo Pombolo referiu que, para se alcançar o desenvolvimento do país é necessário que a unidade entre os angolanos seja cada vez mais fortalecida. No município do Bembe, o governador Paulo Pombolofez a entrega de motorizadas aos funcionários da administração municipal.Foram também entregues mais de 20 cabeças de gado bovino para o repovoamento animal, na região, embarcações e equipamentos para a pesca artesanal, chapas de zinco, roupa usada, cobertores, material de cozinha, enxadas, catanas e pelo menos cinco toneladas de bens alimentares para serem distribuídos às populações mais carenciadas do município.

sábado, 2 de julho de 2011

População do Bembe comemora fundação.



Ângulo da sede do município que assinalou mais um aniversário.

População do Bembe comemora fundação
Valter Gomes Bembe - Hoje
Fotografia: Manuel Distinto -->
A população do Bembe, que dista cerca de 135 quilómetros da cidade do Uíge, festejou no dia 27 de Junho o 98º aniversário da vila.Várias actividades foram realizadas no decorrer das festas do Bembe, como campanhas de limpeza, visitas aos locais históricos do município, palestras sobre a fundação da vila, inaugurações de infra-estruturas sanitárias, partidas de futebol e uma excursão ao rio Lucunga. O administrador municipal, José Bunga, afirmou que a segunda edição das festas da vila do Bembe promoveu os valores morais, culturais e éticos a juventude. Fundada a 27 de Junho de 1913, a vila possui uma extensão territorial de cerca de 5.350 quilómetros quadrados, distribuídos em duas comunas, 19 regedorias e 118 aldeias. Tem uma população estimada em cerca de 41 mil habitantes, maioritariamente camponeses.Bembe produz essencialmente mandioca, ginguba, banana, batata-doce e rena, milho, feijão, cana-de-açúcar, laranjas, tangerinas, abacaxi e horticulturas.

Hospital equipado
O hospital municipal do Bembe recebeu uma viatura 4X4 e cinco motorizadas, no âmbito do programa da administração municipal que visa o melhoramento da qualidade dos serviços de saúde na região. As motorizadas foram distribuídas aos centros de saúde das localidades de Quimaria, Lucunga, Vale do Loge, Nsangui e Goule. O administrador José Bunga assegurou que o Executivo está apostado no melhoramento das condições do sector de saúde, dotando-o de meios de transportes, equipamentos técnicos, enfermeiros e médicos.“Para além de construirmos infra-estruturas sanitárias nas diversas localidades, há toda a necessidade de equiparmos o sector com meios de transportes e técnicos qualificados, capazes de oferecerem uma melhor prestação de serviços de saúde à população local”, frisou o responsável.O município possui 14 unidades sanitárias, entre postos e centros de saúde, distribuídos pelas diversas localidades, que são asseguradas por um total de 37 enfermeiros e um médico especializado em clínica geral. A chefe da repartição municipal de saúde, Adelaide Miguel, referiu que a falta de meios de transporte para apoiar o sector provocava sérios transtornos à prestação de serviços sanitários na região, uma vez que muitos técnicos percorriam entre 60 a 70 quilómetros a pé para atenderem os doentes que se encontram muito distantes da vila.

Disponibilizado crédito agrícola
O vice-governador para o sector económico do Uíge, Manuel Victor, anunciou que, numa primeira fase, o executivo local vai disponibilizar crédito agrícola para todas as famílias agrupadas em associações de camponeses, cooperativas agrícolas e em pequenas empresas.O governante sustentou que a criação de associações camponesas e pequenas empresas pecuárias e o aumento da produção agrícola são mecanismos que podem garantir o progresso sustentável da região.