segunda-feira, 24 de outubro de 2011

Paulo Pombolo-Governador da Provincia do Uíge

Paulo Pombolo

Um relato de transformação e esperança na conversa que O PAÍS manteve com Paulo Pombolo, Governador da Província do Uíge, no seu gabinete.


...O Uíge recebeu aproximadamente 25 mil cidadãos, da maneira inesperada que todos conhecemos. Foram distribuídos por 7 município. A estratégia adoptada foi recebê-los em termos de acomodação das famílias, mas também a sua reintegração social, fundamentalmente.Dos 25 mil, houve quem não ficou na província mas a grande maioria permaneceu aqui. Os que saíram para outras regiões foram à procura de melhores condições em termos profissionais ou de emprego. Os que ficaram estão sob o nosso controlo, através da Direcção provincial da Reinserção Social, que tem estado a apoia-los quer em termos de meios alimentares como também tem estado a ajudar na criação de condições para a sua reintegração.Posso dizer que no levantamento feito no seio desses 25 mil, vieram vários profissionais – desde médicos a professores, carpinteiros, pedreiros, etc. – e que a Direcção da Reinserção Social eoprópriogovernoprovincial procuraram integrar esses cidadãos em vários projectos e programas em curso a nível da nossa província. Aqueles que não têm alguma profissão de realce foram aproveitados para o desenvolvimento da agricultura, porque as administrações municipais prepararam terrenos, prepararam terras, com o apoio das EDAs (Estações de Desenvolvimento Agrícola), e muitos deles hoje têm estado a participar no domínio da agricultura, criando propriedades próprias.Estivemos recentemente no Lucunga (município do Bembe) onde temos quase 15% da população que chegou da RDC, a maior parte está instalada,acomodada, e aqueles que sabiam de alguma profissão e que encontraram essa possibilidade de enquadramento a nível do Lucunga e do Bembe, hoje estão a trabalhar.A direcção provincial da RS criou também algumas oportunidades em termos de emprego através de escolas
A guerra criou-nos dificuldades enormes ao nível da circulação das pessoas e bens; há rios de grande dimen- são cujas pontes foram partidas e hoje não é fácil transitar de um lado para outrosocioprofissionais das várias carreiras existentes como carpintaria, electricidade, corte e costura, culinária....

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