terça-feira, 16 de fevereiro de 2010

Estrada Songo/Lucunga

Uíge
Melhora circulação no troço rodoviário Songo/Lucunga

Uíge - A circulação de pessoas e bens no troço rodoviário que liga a vila do Songo à comuna de Lucunga, município do Bembe, Norte da província do Uige, melhorou significativamente nos últimos dias, face as obras de terraplanagem que está a beneficiar a referida via, constatou hoje, terça-feira, à Angop. A reabilitação do troço com um percurso de 78 quilómetros está a cargo de uma empresa Italiana, cuja terraplanagem está quase concluída aguardando-se a colocação do asfalto neste ano. O trabalho satisfaz os automobilistas que diariamente percorrem o referido troço, de acordo com o automobilista Congo Salakiako, a viagem Uíge Lucunga e vice-versa está muito facilitada, quando tempos atrás constituía grande dificuldade na circulação para os automobilistas, devido o seu estado avançado de degradação. Dongala Garcia, outro automobilista que faz constantemente o mesmo percurso, enalteceu o esforço na reabilitação das estradas. Louvou ainda a qualidade do trabalho que está a ser feito no referido troço, cuja viagem anteriormente durava seis à sete horas, contra actualmente uma hora que está a ser feita.
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Esta notícia já tem um ano mas, é de espantar, será verdade que a picada Songo/Lucunga virou estrada ? Tenho de perguntar ao amigo do Lucunga, EngºTomás Gonga.

Correia e o gerador

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O Correia não tem aparecido aos encontros da Companhia, caso não responda ao convite, vou ter de o contactar, a mobilização é geral.

Na foto, estou com o Correia junto do gerador, se bem me recordo, era ele que fazia a sua manutenção.

Na mesma altura, estava na cantina fazendo parelha com o Lopes que era o responsável.

segunda-feira, 15 de fevereiro de 2010

Comandante da Companhia de Artilharia 3451

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O Comandante da Companhia irá estar presente no ENCONTRO 2010.

Em grande forma, aceitou a mobilização para o dia 13 de Março.

Impossibilitado devido a problemas de saúde, não esteve em Turquel em 2009, já recuperado, estará presente, este ano, em Leiria.

Na foto, o miliciano mais antigo da Companhia, a receber a insígnia do Batalhão, colocada pelo Comandante da Companhia, Agosto de 1971, em Viana do Castelo

sábado, 13 de fevereiro de 2010

Carreira de tiro de Espinho

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Passámos uma semana na carreira de tiro de Espinho, era fundamental o treino, estávamos mobilizados para a guerra.
Gastei muita munição, o medo impunha uma preparação cuidada, a sobrevivência era palavra de ordem.

sexta-feira, 12 de fevereiro de 2010

Cabo-verdianos do 4º grupo

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Na foto estou com o pessoal cabo-verdiano que fazia parte do 4º grupo, gente boa e amiga.

Nos nossos encontros anuais, costumam estar presentes o Martins e o Veiga, dos outros pouco sabemos. O Malaquias parece viver na zona de Lisboa, em Corroios, o Cardoso, o Ferreira, o Inácio, o Capristano, o Leal, o Lopes, o Tavares e o Silva, provavelmente vivem em Cabo Verde, daqui vai uma grande abraço para todos.

quinta-feira, 11 de fevereiro de 2010

4º Grupo de Combate


Esta foto, foi tirada em 4 de Agosto de 1971, em Vila Nova de Gaia, no RAP 2. Estávamos de abalada para o Forte de S. Julião da Barra, em Viana do Castelo, onde íamos fazer o IAO.
A preparação foi intensa e cuidada, as dúvidas eram muitas, tivemos de cuidar do físico, adquirir e transmitir conhecimentos das "coisas" da guerra.
Os "crosses" eram feitos até Avintes, subíamos a Avenida principal de Vila Nova de Gaia depois, seguíamos pela estrada. Na época isso era possível, o movimento rodoviário permitia a corrida da tropa. A aplicação militar e a restante instrução, era feita nas imediações e na parada do quartel.
No fim da instrução diária, todos tinham de tomar banho, era necessário incutir hábitos de higiene, havia pessoal que se baldava.
Junto ao quartel de Gaia existia, não sei se existe, o "Café-Restaurante Mucaba", coincidência, a Mucaba começava a estar no nosso caminho.

terça-feira, 9 de fevereiro de 2010

Grupo de GEs

GRUPO DE G.E. EM CONTACTO COM O IN.


Durante a nossa comissão de serviço, foi criado em Múcaba um Grupo de G.E., com a finalidade de nos auxiliar nas zonas operacionais.

Numa certa operação na Serra de Múcaba, quando o Grupo já se encontrava no 2º ou 3º dia da mesma, comunicaram que se encontravam em contacto com o in, e pediam auxilio em virtude de já terem esgotado as suas munições, é pedido o apoio aéreo a Negage e passado pouco tempo aparece no céu e a sobrevoar o Quartel um avião FIAT, a pedir a confirmação das coordenadas do Grupo de G.E., ao receber a confirmação o mesmo segue para o seu objectivo, no regresso sobrevoa novamente o Quartel e informa que a sua missão foi cumprida.

Existe um silêncio absoluto de Trânsmissões do Grupo de G.E., o Sr. Comandante da Cart. insiste com o Operador de Trânsmissões para se tentar de todas as maneiras o contacto, tudo é feito, (eu ainda me lembro bem, que estive mais de uma hora a chama-los) mas os mesmos não respondiam, aproxima-se a noite e quando eu regresso à Messe de Ofícias verifiquei que o Sr. Comandante estava um pouco abatido e pergunta-me se já tinha havido algum contacto, o que eu lhe respondi negativamente, num acto de desilusão e de desabafo diz, será que o Piloto se teria enganado nas coordenadas e mandou o material para cima dos G.E ?.

É noite, chega a notícia à Messe de Ofíciais pelo operador de Trâsmissões a informar que o Grupo de G.E. entrou em contácto, e a informar que já se encontravam numa fazenda (cujo nome não me lembro), e a pedirem o seu transporte para o Quartel, o que foi executado pela manhã.


João Celestino

segunda-feira, 8 de fevereiro de 2010

Viagem

(clicar na foto)

A 17 de Novembro de 1971, o Vera Cruz deixou Lisboa, rumo Angola, levava 2.000 e muitos homens.
O cais estava cheio de familiares e amigos, a despedida foi difícil, nunca mais esquecerei o choro, o sussurro diabólico que foi desaparecendo com o afastamento do navio, a caminho do mar alto.
Durante a viagem foram acontecendo alguns factos relevantes, primeiro um militar atirou-se ao mar, provavelmente não queria enfrentar a guerra, esta situação obrigou a uma paragem para deixar o infeliz, na ilha da Madeira.
Mais à frente, um tripulante confuso, também se atirou ao mar, teve sorte, foi visto a tempo de ser recolhido pelo navio, este facto aconteceu quando chegámos ao golfo da Guiné.
No referido golfo, fomos escoltados por uma fragata da marinha, não fosse o diabo tecê-las.
Entretanto, ouvíamos música, jogávamos loto, bebíamos e ansiosamente esperávamos, pela notícia do local onde iria ficar a companhia.
A notícia chegou finalmente, o Lucunga era o destino que se afigurava terrível, logo apareceu a revista Paris-Match, onde se podia ver a reportagem da famosa emboscada na picada Lucunga/Bembe.
Pessoalmente fiquei apreensivo, o objectivo era fintar o perigo, regressar são e salvo...

sexta-feira, 5 de fevereiro de 2010

Encontro 2010


(clicar nas imagens)
O ENCONTRO 2010, está em andamento, todos os FALCÕES da CART 3451 vão receber o "Convite" para a mobilização geral, em 10 de Março.
Claro, todos os FALCÕES do Batalhão estão convidados, é só fazerem a sua inscrição.
A missa em Fátima é às 11 horas, celebrada na Igreja da Santíssima Trindade, será feita uma referência ao ENCONTRO da 3451.
Temos o patrocínio generoso da AUTO-JÚLIO, empresa do camarada e amigo António Júlio Guedes de Sousa, "o Sousa das transmissões".
A "operação" está montada, nada de baldas , esperamos por todos.

terça-feira, 2 de fevereiro de 2010

Férias 1972/Agosto

Na foto o Sousa e eu, sempre companheiros de viagem, de partida para férias. Primeiro o voo no avião do Aero Clube do Uíge até Carmona, depois o voo na DTA até Luanda, uns dias depois o voo no 747 da TAP até Lisboa finalmente, o Sousa rumo às Caldas da Rainha, eu rumo a Coimbra.

Felizmente, continuamos a viver nas nossas terras de origem, junto dos nossos, um privilégio. Amanhã almoçaremos a meio caminho, em Leiria, para prepararmos o ENCONTRO DE 2010 DA CART 3451.

Mais pormenores do ENCONTRO 2010 nos próximos dias



sábado, 30 de janeiro de 2010

Maria - Lucunga


(clicar na foto)

Todos se lembram da Maria, habitante do Lucunga, tinha uma grande prole e uma forma peculiar de dar de mamar ao filho que transportava às costas.
O que terá sido desta gente depois da tropa portuguesa ter deixado o Lucunga ?
A guerra civil foi violentissima nesta zona, os meios bélicos utilizados foram devastadores, parece que só o depósito da água ficou de pé, casas, pontes, tudo foi destruído.

quarta-feira, 27 de janeiro de 2010

Fundadores do Prákistão

Jorge Isidoro e um colega de Coimbra-Fundadores do PRAKISTÃO

Eu estive no Lucunga desde Janeiro de 1966 a Abril de 1968.

Nunca mais contactei ninguém da minha Companhia.

Um abraço
Jorge Isidoro
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Recebi há algum tempo, um email do Jorge Isidoro, um dos fundadores do PRAKISTÃO, em 1966.
Vou dar-lhe notícia do nosso Blogue, espero que ele passe a ser um visitante assíduo e colaborante.

segunda-feira, 25 de janeiro de 2010

Traidores



ESTARÍAMOS A SER TRAÍDOS POR ALGUNS FAZENDEIROS ?



Ia-se realizar uma operação na Serra de Mucaba, e havia necessidade de montar um posto avançado de transmissões, porque as comunicações da Serra não chegavam ao Quartel em óptimas condições e vice-versa, por esse motivo fiquei instalado numa Fazenda com mais 6 ou 7 elementos (alguns eram os condutores dos unimogues) a fim de assegurar esta tarefa.
Ao anoitecer fomos convidados pelo encarregado da fazenda, para irmos dormir para dentro do armazém, (celeiro) que era para ele fechar o portão da cerca da casa da fazenda e soltar os cães, até aqui tudo bem, mas o pior é que ao fim de estarmos dentro do armazém ele fechava-nos a porta por fora, (estávamos encurralados não havia qualquer luz e era muito escuro).

Ao anoitecer da última noite, víamos ao longe no sopé da Serra de Mucaba, alguém a fazer sinais de luzes, e dizia-mos uns para os outros, filhos da p... estão a fazer sinais para quem ? o pessoal no meio da Serra à procura deles e eles aqui tão perto.

Nessa noite o encarregado da fazenda mandou-nos um pouco mais cedo para a cama ? passamos pelas brasas e sentimos que estavam a mandar areia ou terra para cima do telhado, no silêncio da noite, sem qualquer iluminação, o ruído era enorme e estávamos encurralados, o que há fazer ? G - 3 apontadas para a porta e janelas( quem nos estava a fazer aquilo era pessoal da fazenda).

Às tantas horas da manhã ouvimos um tractor a sair da fazenda,(não conseguíamos saber as horas era muito escuro) ninguém nos veio abrir a porta, muito mais tarde ouvimos o tractor a chegar, passado pouco tempo a porta foi-nos aberta, não comentámos o sucedido na fazenda.

Quando o pessoal regressou da operação e seguíamos nos unimogues para o Quartel, comentámos os factos ocorridos, e a resposta é imediata, junto ao rio havia rodados de tractor frescos e havia caído no chão sal e farinha.

Eu agora faço as seguintes perguntas :

1º Porque é que nos fechavam ? .
2º Os sinais do sopé da Serra para quem eram dirigidos ?
3º Na última noite porque é que fomos mais cedo para a cama ?
4º Quando saiu o tractor , porque é que não nos abriu a porta ?
5º Quem é que os foi fornecer de mantimentos ?

Gostaria que as minhas dúvidas fossem comentadas.

João Celestino

sábado, 23 de janeiro de 2010

CONVÍVIO 2010




Ontem, 22 de Janeiro, encontrei-me com o António Júlio Guedes de Sousa, o "Sousa das transmissões", grande amigo e camarada. O objectivo principal do encontro, foi a preparação do próximo CONVÍVIO da Companhia. Os pormenores do evento que promete, serão dados oportunamente.

Vamos procurar avisar todos, é importante manter os laços de amizade que fizeram dos FALCÕES da CART 3451, uma Companhia exemplar.

Visitei com o Sousa algumas das suas empresas, em Pombal, Leiria, Caldas da Rainha, fiquei encantado com o seu sucesso empresarial, tenho de expressar também aqui, o meu contentamento pelo êxito deste nosso camarada, parabéns Sousa, és um vencedor.

Logo que haja novidades ácerca do CONVÍVIO, as mesmas serão dadas aqui no nosso blogue.

sexta-feira, 22 de janeiro de 2010

Alberto Brito Cardoso-Angola 2010






Fotos tiradas no "Morro da Lua" e na "Barra do Kuanza", durante um fim de semana.
Gostamos de rever o Cardoso, com óptimo aspecto, com sua mulher e filha adoptiva. Ficamos na expectativa de notícias de Angola. Muitas felicidades amigo e camarada.

quarta-feira, 20 de janeiro de 2010

Nogueira Baptista-CART 3450

Prefácio à 2ª Edição


Ao avançarmos para a 2ª edição, agora por intermédio da VOXGO, uma editora motivada pelo firme propósito de servir a cultura portuguesa, quero aproveitar a oportunidade para explicitar alguns aspectos que, certamente, ajudarão a compreender o texto, agora revisto.
A obra abre com o capítulo “Guerrilha e Descolonização” que pretende ser um ensaio e uma síntese distanciada, de sentido histórico, tomando como ponto de partida um excerto das “Memórias de Guerra” de um dos maiores vultos que a História politico-militar referenciou – Napoleão. Como ponto de chegada, e como consequência da guerra de guerrilha, são focadas as vicissitudes da descolonização, um cortejo imenso de desgraças que a ganância de alguns sobrepôs ao interesse de milhares. A percepção do que se passou, durante as campanhas militares, poderá ser melhor assimilado, e sê-lo-á, se tivermos presente os contextos anteriores e posteriores ao relato da acção.
A narrativa decorre desde a formação do Batalhão, mobilizado para defender a paz, a ordem e a soberania portuguesa no Norte de Angola, até à desmobilização na vizinhança do 25 de Abril e da implosão do império, tendo como elemento-guia as cartas que o autor escreveu à namorada. Nessas missivas perpassam todo o tipo de interrogações e conjecturas politico-militares, económicas, cientificas, filosóficas, morais, religiosas, etc., que fazem com que este livro seja um texto de pensamento livre, lindo, diversificado e emocionante, próprio da faixa etária dum estudante miliciano.
Tratando-se duma incursão ao interior do teatro de operações da contra-guerrilha duma Companhia operacional, através da qual são condensados os principais aspectos do pensamento e da acção por quem os viveu, é uma contribuição para a História da descolonização em Angola, que o autor denominou de “guerra da integridade”.
O ego de superioridade, raiando arrogância, é a estrela que se liberta da estrutura da História de heróis e de santos com que nos mitificaram os antepassados. E, pelas loas de Camões às aventuras do povo Lusíada, “a quem Neptuno e Marte obedeceram” – Cesse tudo o que a antiga musa canta, que outro valor mais alto se alevanta. O autor assume-se como herdeiro desse legado histórico, ao qual convergimos em obrigação e convicção de dar sequência, numa visão lúcida e realista da conjuntura envolvente e do final que se avizinha.
A capa agrega elementos do teatro de operações: o autor durante uma operação de contra-guerrilha, o emblema do batalhão “Falcões”, o mapa da extensa zona operacional e o quartel de Chimacongo - porta-aviões - construído com o esforço de quantos ali, desde 1961 a 1974, honraram o nome de Portugal.
O título “Contagem Decrescente” tem lugar a partir do texto e da prática da contagem dos dias para o termo da duração da campanha militar. Acontece ter um significado mais amplo, considerando que esta contagem decrescente também o foi para a derrube do Governo do Estado Novo e para o último capitulo da desagregação do império português.
Para o mais de meio milhão de heróis e concidadãos que viveram esta experiência da “Contagem Decrescente”, integrando todos, sem qualquer distinção, os que serviram sob a bandeira de Portugal, aqui fica a minha homenagem:
Quem fez a guerra, fica para sempre com a guerra dentro de si.
A recordação desse percurso físico e mental é feita no sentido da busca duma nova visão. Não se volta ao inferno para ser castigado, mas para safar o que puder ser salvo. É um ponto de encontro!

Boa leitura. Até sempre. Um grande abraço.
NOGUEIRA BAPTISTA

terça-feira, 19 de janeiro de 2010

HOMENAGEM DOS " FALCÕES "


HOMENAGEM DOS " FALCÕES "

DA CART. 3452- MUCABA AO

ALFERES, CARLOS ALBERTO M. MILHEIRO


NO INFERNO DA SERRA DE MUCABA E

OS HORRORES DAS MINAS ANTI-PESSOAIS



No dia 2 de Fevereiro de 1972, o Comandante da Cart.3452 e o 1º e 3º Grupos de Combate este Comandado pelo Alferes Milheiro, progrediam por um trilho (em meia lua) em plena Serra de Mucaba, e cerca das 16H00 começaram a cair as primeiras pingas de chuva e o Alf. Milheiro atrasou-se um pouco para vestir o ponche (capa da chuva militar) , ouve-se uma violenta explosão, o Alf. Milheiro talvês por descuido ? ou falta de atenção, em vez de seguir o trilho em (meia lua) conforme os primeiros, o mesmo foi a direito dando a origem a ter pisado uma mina anti-pessoal, ficando sem a sua perna, o enfermeiro de imediato fez-lhe logo um garrote e medicou-o, o de trânsmissões pede a sua evacuação por helicóptero fornecendo as suas coordenadas, começa o INFERNO NA SERRA DE MUCABA, começa a chover torrencialmente, não existe nenhuma maca para o seu transporte, improvisa-se uma feita de paus, e ainda falta atravessar o rio BITE BITE que levava bastante água e a corrente era fortissima, manda-se uma corda para a outra margem do rio para ajudar o pessoal a atravessá-lo, a água dá pelo pescoço aos nossos camaradas de armas, todos molhados começam a sentir os primeiros arrepios de frio, a Base Aérea de Negage informa que devido às más condições atmosféricas não é possível fazer a evacuação por helio, e o inivitável aconteceu, à que continuar com o sofrimento e caminhar até à picada a fim de ser transportado para uma coluna Militar terreste para Mucaba.

TODOS OS NOSSOS COMPANHEIROS QUE SE ENCONTRAVAM NESTA OPERAÇÃO, FORAM E SEMPRE SERÃO LEMBRADOS COMO OS BRAVOS E SEMPRE LEAIS DA CART 3452 DE MUCABA.

A narração destes acontecimentos, foram-me descritos pelo 1º Cabo Joaquim Ribeiro Fernandes, que naquele trágico dia seguia à frente do Falecido Alf. Milheiro, ele ainda hoje tem na sua mente o estrondo da violenta explosão da mina anti-pessoal.

Um abraço para todos os FALCÕES do Bart 3860, Cart 3450, 3451 e 3452.

E um bem haja ao Luís Cabral por nos ter dado esta oportunidade de podermos homenagear o Alf. Milheiro por intermédio do seu Blog

Joao Nogueira Celestino.

segunda-feira, 18 de janeiro de 2010

A guerra começou no Lucunga

...
A preparação para a revolta protagonizada pela União das Populações de Angola (UPA) começou nove meses antes do 15 de Março de 1961, data em que rebenta a guerra colonial. Os activistas da UPA tinham em Lucunga (junto da fronteira do ex-Congo belga) o seu “santuário”. Ao longo dos nove meses de preparação, os activistas da UPA montaram um plano para recolherem dinheiro para a sua causa, usando a Igreja para a recolha do mesmo. Contavam ainda com o apoio do corpo expedicionário tunisino, que através dos Kapussete fornecia armas aos guerrilheiros, e desenvolveram uma linguagem em código utilizada só entre eles.
Porém Portugal duvidava que algum angolano fosse capaz de apontar uma arma ao colono branco (apesar dos muitos sinais), acreditando antes que se tratava duma ofensiva estrangeira contra a presença portuguesa em África.
A 4 de Fevereiro de 1961 é iniciada uma rebelião por outro grupo independentista angolano, o MPLA (Movimento Popular para a Libertação de Angola) em Luanda. Mas seria numa operação mais organizada que o terror eclodiria efectivamente em Angola.
...
In "Ervilha efervescente"

sexta-feira, 15 de janeiro de 2010

Nogueira Baptista - CART 3450 - Chimacongo

1105
René Pélissier Análise Social, vol. XLII (185), 2007, 11051123 Soldados, gorilas, diplomatas e outros literatos


"Transcrição da breve sintese sobre o livro CONTAGEM DECRESCENTE no artigo do historiador francês, onde sistematiza algumas fontes bibligráficas para a construção da história recente dos Paises Africanos de Lingua Oficial Portuguesa."

Um livro mais complexo, pois reflecte os estados de alma de um antigo
suboficial de telecomunicações destacado em Angola, num posto na picada
entre Lucunga e Damba, no Uíge, de Dezembro de 1971 a Fevereiro de
1974, é-nos dado pelo autor, que ilustra as suas memórias introspectivas
com extractos das cartas que escreveu à sua noiva. A particularidade do
texto está no facto de Nogueira Baptista se encontrar numa companhia de
artilharia composta, em parte, por cabo-verdianos. Anti-salazarista, acredita,
no entanto, que os africanos eram portugueses e defende o império, apesar
de saber que a guerra estava perdida, pois escutava, obviamente, as rádios
estrangeiras. Tendo participado numa operação contra a UPA/FNLA na serra
da Mucaba, mostra-se igualmente desdenhoso em relação aos colonos que
querem a independência.
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Uma referência a um Falcão da 3450, o Nogueira Baptista. É sempre agradável encontrar camaradas, vou enviar-lhe um email a dar conhecimento do blogue da 3451.

quinta-feira, 14 de janeiro de 2010

Alberto Cardoso

Amigo Luis Cabral:já tive conhecimento do blogue da 3451,mas infelismente ainda não consegui entrar,porque com o C.A.N a decorrer é muito dificil navegarmos na internet,mesmo numa situação normal é complicado,porque as operadoras foncionão muito mal.bom! mas o importante é que já está criado,e assim podemos contactar com outros camaradas.´um grande abraço.Alberto Cardoso

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Caro Cardoso
Espero que apareças muitas vezes e alimentes o blogue com notícias frescas de Angola.
A história que envias, é de arrepiar, acredito que o alarme funcione. Não posso publicá-la porque a foto não permite cópia.
Grande abraço.
Luís Cabral